Biografia
Trio Tulipatan

Margarida Codina-Natividade nasceu em Lisboa. Estudou no Conservatório de Lisboa, no “Sweelinck” d’Amsterdam e no Conservatório Real de Bruxelas. Actua no Théâtre Royal de la Monnaie, Bruxelas, onde canta “Despina” (“Cosi fan tutte”), “Pamina” (“Zauberflöte”) de Mozart e “Minerva” (“Il Ritorno d’Ulisse in Patria”) de Monteverdi, em Bruxelas, Viena da Austria, Berlim, Zurich e Lisboa. No Théâtre de la Monnaie canta também “Norina” (“Don Pasquale”) de Donizetti.

Muito ativa como solista de Oratorio, canta obras de Albinoni, Pergolesi, Vivaldi, Händel, J. S. Bach, Haydn, Mozart, Mendelssohn, Fauré, Honneger, Poulenc, Bendimered, etc. Também se destaca o seu trabalho no mundo do recital, com piano ou cravo, através da Europa e da China.

Margarida gravou a primeira edição integral das “Ariette italiane” do compositor espanhol Fernando Sor na versão original para voz e pianoforte, a cantata “Non sa che sia dolore” de Bach e a integral das melodias de Enrique Granados.

É titular de uma cátedra na “Escola Superior de Música de Catalunya”, e ensinou no Conservatório de Bruxelas. Lecciona “Master Classes” em Paris, Lille, Brugges, London, Catania, Bruxelas e Taiyuan, China.

Nascido em Pequim, o tenor Tiemin Wang estudou canto com Zhang Quan, Sun Jiaxin e com o baixo belga Jules Bastin. Tiemin integrou a “Chinese Central Opera House” em 1983 e passou à “Chinese Central Orchestra” em 1986. Em 1988, como representante da “Chinese Opera House” ganhou o terceiro prémio no Concurso de Canto de Shangai. No mesmo ano, como representante do Ministério da Cultura Chinês, foi laureado pelo Concurso Internacional “Reine Elisabeth” na Bélgica.

Em 1993, formou-se com distinção no Conservatório Real de Bruxelas com um mestrado em Ópera e Música de Câmara. Ganhou o segundo prémio no “Concours International de Chant” de Verviers e o primeiro prémio do Concurso Internacional “Carlisle”, na Sicília.

Tiemin actuou por toda Europa, Japão, Singapura e Taiwan. Cantou em: “I Lombardi”, “Die Zauberflöte”, “Carmen”, “Rigoletto”, “La muette de Portici” (Auber), “Lucia di Lammermoor”, “Der Bettelstudent” (Carl Millöcker), “Der Graf von Luxembourg” (Léhar), “The Girl of Zaventem” e numerosos concertos de Oratória: Réquiem e Missa de Mozart, Requiem de Verdi, Missas de Rossini, Puccini, etc. e concertos a solo de obras chinesas.

Tem sido convidado para várias competições internacionais de canto como membro do júri.

Xavier RIVERA licenciou-se em Filologia Românica e em música na Universidade e no Conservatório de Barcelona. No Conservatório Real de Bruxelas estudou com Eduardo Del Pueyo e René Defossez. E na Holanda com Antoni Ros Marbà.

Acompanhou vários instrumentistas e cantores : Maurice Raskin, Marc Grauwels, Helène Perraguin, Alicia Nafé, Graciela Araya, Kathleen Casello, Margarida Natividade na Europa e nos U.S.A. Foi pianista da orquesta da Rádio-Televisão belga de 1981 a 1992. Dirigiu diferentes óperas : “Lo speziale” (Haydn), “Nozze di Figaro” e “Cosi fan tutte” (Mozart). Colaborou para a criação de varias óperas contemporâneas em França e na Bélgica. Foi pianista durante varios anos no «Théâtre de la Monnaie».

Actualmente é professor honorário do Conservatório Real de Bruxelas e director musical da Grande Sinagoga da cidade. Colaborou também com a revista musical “RITMO”. Tem sido convidado como pianista oficial de diversos Concursos internacionais de Canto: “Francisco Viñas” (Barcelona),  “Jaume ARAGALL ” (Girona), Bilbao, Paris (UFAM), Marseille (CNIPAL); e como conselheiro artístico pelos editores discográficos “Cyprès”, “Plein Jeu” e “Auvidis”

Entrevista com Xavier Rivera

Primeiro contacto com o piano?
Sou o último de cinco irmãos e todos começámos a estudar piano quando éramos crianças. Os nossos pais eram professores e queriam que também tivéssemos estudos “sérios”.

Como chegou à conclusão que queria ser pianista?
Trabalhei na orquestra da radiotelevisão belga e também fora e acabei por adiar o meu projeto de ensinar línguas até hoje…

Conselho para um/uma jovem pianista no dia do concerto?
Descanso prévio e muita concentração através das técnicas mais adequadas a cada um.

Compositores favoritos e os que mais gosta de interpretar?
Mozart, Bach, Chopin, Debussy e muitos outros.

Episódio que lhe aconteceu durante um concerto?
Acompanhei uma soprano norueguesa, Kari Sundan, no Concurso “Viñas” de Barcelona. Quando chegou à final, ela estava doente, muito constipada e com escassos recursos vocais. Já sabia que estava fora do concurso e acabou por atuar pelo prazer de partilhar música no magnífico Teatro del Liceu. Foi extraordinária, inspiradora e emotiva. Eu também atuei muito bem… e trouxe para casa o segundo prémio!

When did you first start playing the piano?
My sister, who is nine years older, is a pianist. Our aunt was her teacher. My father was a passionate pianist and there was a pile of classical music records at home. Learning to play the piano was as natural as learning to read and write.

How did you realise that you wanted to be a pianist?
I didn’t. I grew up with the fixed idea that I WAS a pianist. At 27 I had a crisis and gave up the world of the piano and hung out in places where no one knew I was a pianist. A year and a few months after I made a conscious choice for pianist as a profession.

What advice do you have for a young pianist on concert day?
Each has their own rituals. In general I would advise them to remember that on concert day the preparation is already done. Do a small warm up, tuning and a quick go over without getting psychologically or emotionally tired. A stroll, light, energising food and a good afternoon nap. Playing on the day is improvised, leave details open and seek to stay lucid and use all resources flexibly.

Who are your favourite composers and who most do you like to play?
As a child I devoured musical scores and developed an eclectic taste: Bach, Mozart, Beethoven, Chopin, Brahms, Debussy, Ravel, Bartók… At a very personal level for me Bach is the good and perfect father, but inaccessible. Brahms is the beloved older brother who suffers and who I try to understand and console.

Something that happened during a concert?
I was playing a Mozart concert in a Spanish theatre when suddenly I felt unrest among the violins. Shortly after I began to see some brown stains on the keyboard and my nose was dripping with dirty water. It was raining and water was dripping in the theatre and I couldn’t move like the violinists. We continued playing.